Vereador defende o “Empoderamento do Cabelo Crespo”

20 de novembro: Dia Municipal do Empoderamento do Cabelo Crespo

Apesar de no Brasil o racismo ser considerado crime inafiançável e imprescritível é comum pessoas serem discriminadas pela raça, cor, etnia, religião, orientação sexual ou nacionalidade. São vários os tipos de preconceitos. Muitas vezes, de modo discriminatório, há situações em que cidadão é proibido de acessar restaurantes ou bares, de se matricular em escolas ou até mesmo em que perdeu o emprego por preconceito. Em abril, o Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro condenou uma empresa de modas por obrigar uma ex-vendedora a alisar o cabelo. O colegiado considerou a exigência como ofensiva à dignidade, à autoestima e à intimidade da trabalhadora.

Em Salvador, o vereador Euvaldo Jorge (PPS) propôs o Projeto de Lei nº 257/16 que institui o 20 de novembro como o Dia Municipal do Empoderamento do Cabelo Crespo. Na data já é instituído nacionalmente o Dia da Consciência Negra. De acordo com o Projeto, serão de livre manifestação cultural e social os atos decorrentes da exibição e exposição dos penteados de pessoas de origem afrodescendentes para chamar a atenção da sociedade no intuito de contribuir na redução dopreconceito racial.

“Tive conhecimento sobre a Marcha do Empoderamento Crespo e abracei a causa dessas mulheres que lutam pelo direito do cabelo encrespar. É um movimento belíssimo que resgata a autoestima das pessoas e incentiva o outro a assumir seus traços e a se enxergar bonito independente do que é imposto como belo, por isso resolvemos apresentar o projeto”, afirmou Euvaldo Jorge destacando que o cabelo crespo foi durante anos estigmatizado, considerado como “ruim”, o que levou milhares de pessoas a utilizarem produtos químicos com a intenção de eliminar os traços originais.

 

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